Retornei à João Monlevade no domingo 11 de outubro para participar do batismo do meu amigo André. Tive o prazer de direcioná-lo à Casa do Senhor em 28 de fevereiro deste ano, e, para a glória do Senhor, optou por descer às águas, e emergir salvo, limpo de todos os pecados.
O conheci no ano passado, quando estudávamos no pré-vestibular. Não estávamos na mesma sala, no mesmo turno, e nem mesmo na mesma unidade. Pra quem conhece o Ômega em Monlevade, durante o ano de 2008 ele trabalhou com duas unidades. Hoje a segunda unidade se tornou o Núcleo Ômega de Ensino, com unidades preparatórias para concursos do Orvile Carneiro e Maurício Trigueiro, daqui de BH.
Bom, mas voltando ao André, o Senhor usa quem Ele quer na hora que Ele quer, e um dia fui estudar a noite na unidade 2 do cursinho e ele estava lá na sala de estudo. Sentava com um grupo de jovens, e nele estava uma conhecida, Larissa, a mesma do post de título “Suprindo todas as necessidades”. Me sentei com eles e todos entramos em comunhão. Em mútua ajuda, resolvemos todos aqueles exercícios e nos tornamos todos que estavam ali, amigos. Daí em diante quem fez a obra foi o Espírito Santo, e graças a Deus o Reino dos Céus ganhou o André como cidadão.
No domingo a noite, uma prima do André, daqui de BH mas que estava em Monlevade, foi prestigiar o seu batismo. Quando o pastor convocou os irmãos a irem a frente, e depois se trocarem, fiquei conversando com ela. Ela é católica, e dentre as muitas perguntas que me fez, uma delas foi a respeito do próprio batismo. Ela perguntara o porque nós, evangélicos, tínhamos tanto preconceito do rito do batismo católico. Confesso que fiquei sem resposta, isso inclusive me instiga a estudar mais a palavra do Senhor para não ficar sem palavras numa hora dessas. Mas com toda a minha exiguidade e limitação, respondi: “O batismo é um ato profético onde anulamos os nossos pecados. Quando mergulhamos, morremos para o mundo. Quando emergimos, ressuscitamos com Cristo, e nos tornamos puros, sem pecados. Em relação a batizar crianças, ela é inocente, sem pecados. Não há razão de batizá-las” Ela retrucou: “Mas então, como você mesmo falou agora, ela é inocente, então porque não aceitar o ‘nosso’ batismo? Eu não sei por que tanto preconceito de vocês…” Ela começou a alterar a voz. Além de estar falando com um tom alto, chamando a atenção de outros irmãos, falava como se estivesse com raiva. Orei ao Senhor para que repreendesse todo espírito das trevas que tentava acabar com a festa que acontecia e me calei. Lamentei ao Senhor por não ter tido propriedade para falar do assunto quando o culto acabasse, apesar de ter participado da classe de batismo quando me batizei. Mas senti a paz de usar essa experiência para pesquisar sobre o assunto e compartilhá-lo com vocês aqui no blog, e também deixar a mensagem de que se preparar é fundamental. No meu caso, sei que a essência do que disse estava correta, e que também não é propósito de Deus que ficássemos discutindo ali sobre o rito católico, justamente na hora do batismo do meu irmão. Mas vamos usar essa simples experiência como alerta para não sermos pegos de surpresa quando alguma criatura, algum irmão ou até mesmo algum filho das trevas nos perguntar algo. Vamos aprender não uma religião, como em algumas igrejas, onde ficam investindo o tempo da escola dominical para aprender a história da igreja, em que país nasceu, o hino da igreja, o hino das crianças, das senhoras… irmãos, isso é sério: O MUNDO NECESSITA, CLAMA POR DEUS! NÃO SE GANHA ALMAS PARA JESUS ENSINANDO O NOME DOS FUNDADORES DE SUA CONGREGAÇÃO. VAMOS APRENDER A PALAVRA DE DEUS, FAZER DISCÍPULOS PARA CRISTO. APRENDER A BÍBLIA PARA ENTÃO PODER EVANGELIZAR.
Vamos lá então falar sobre o batismo. Comecemos com o batismo de Jesus:
13. Naqueles dias, Jesus foi da Galiléia até o rio Jordão a fim de ser batizado por João Batista.
14. Mas João tentou convencê-lo a mudar de idéia, dizendo assim: – Eu é que preciso ser batizado por você, e você está querendo que eu o batize?
15. Mas Jesus respondeu: – Deixe que seja assim agora, pois é dessa maneira que faremos tudo o que Deus quer. E João concordou.
16. Logo que foi batizado, Jesus saiu da água. O céu se abriu, e Jesus viu o Espírito de Deus descer como uma pomba e pousar sobre ele.
17. E do céu veio uma voz, que disse: – Este é o meu Filho querido, que me dá muita alegria!
Mateus 3.13-17
Bem, vemos que mesmo sendo Deus, Jesus fizera questão de ser batizado. E estudando, percebo que foi o batismo que marca o início do ministério de Jesus: primeiro foi batizado, e depois foi cumprir a sua missão aqui na terra, a de se doar por nós. O batismo é um sinal de arrependimento, mas não para Jesus, pois este era sem pecado (Pedro 2.22). Talvez tenha se batizado porque “Ele tinha a natureza de Deus, mas não tentou ficar igual a Deus. Pelo contrário, ele abriu mão de tudo o que era seu e tomou a natureza de servo, tornando-se assim igual aos seres humanos. E, vivendo a vida comum de um ser humano, ele foi humilde e obedeceu a Deus até a morte – morte de cruz.” (Filipenses 2.6-8).
Mesmo João Batista dizendo para Jesus não se batizar, ele disse que assim fariam a vontade de Deus. Podemos concluir que essa declaração pública, o batismo do Filho de Deus, enfatizava que Jesus era o servo ungido de Deus pronto para iniciar seu ministério, trazendo a salvação do Senhor sobre seu povo. Naquela ocasião no início de seu ministério, Deus ungiu Jesus com o Espírito Santo para ser o mediador entre Deus e o seu povo. No seu batismo Jesus foi identificado como aquele que carregaria os pecados das pessoas; Jesus foi batizado para se identificar com o povo pecador. Da mesma forma, nós somos batizados para nos identificarmos com o ato de obediência de Jesus. Se Ele próprio, sendo Deus, se batizou, por que também nós não deveríamos? Vamos seguir Seu exemplo fazendo uma pública confissão do nosso comprometimento com a vontade de Deus. Vamos nos identificar com Cristo e segui-lo. Da mesma forma que foi batizado por João Batista no Rio Jordão, Jesus mandou que seus discípulos (nós mesmo!) batizassem outros crentes (Mateus 28:19).
Uma vez concluído o estudo sobre o batismo do nosso Rei, do nosso Senhor, vamos para um panorama sobre o batismo. No dicionário de uma Bíblia Digital que aqui tenho, encontrei o seguinte significado para batismo: Ato profético em que se usa água e por meio da qual uma pessoa se torna membro de uma igreja cristã. O batismo é sinal de arrependimento e perdão (At 2.38) e união com Cristo (Gl 3.26-27), tanto em sua morte como em sua ressurreição (Rm 6.3-5).
O último versículo citado, Romanos 6.3-5, diz: “Com certeza vocês sabem que, quando fomos batizados para ficarmos unidos com Cristo Jesus, fomos batizados para ficarmos unidos também com a sua morte. Assim, quando fomos batizados, fomos sepultados com ele por termos morrido junto com ele. E isso para que, assim como Cristo foi ressuscitado pelo poder glorioso do Pai, assim também nós vivamos uma vida nova. Pois, se fomos unidos com ele por uma morte igual à dele, assim também seremos unidos com ele por uma ressurreição igual à dele.” Preste atenção nas frases sublinhadas. Com essas afirmações, já anulamos o efeito do batismo da religião católica. Uma criança não há do que se arrepender, portanto não há de ser batizada, pois o batismo é um símbolo da morte, sepultamento e ressurreição de Cristo. É uma visão externa da mudança interna de uma pessoa. E se uma criança não tem consciência do que faz, ainda mais um bebê! O crente que é batizado, deixa para trás a velha maneira de viver em troca de uma nova vida em Cristo. Com todas essas afirmativas, chegamos à conclusão de que o batismo católico é mesmo um rito, uma espécie de cerimônia onde os pais ou qualquer responsável, faz dizendo que a criança – sem opção de escolha – viverá sob os preceitos daquela religião. E o mais surpreendente é que essa mesma passagem de Romanos 6.3-5 que diz que quando nos batizamos fomos sepultados com Cristo por termos morrido junto com ele e também ressuscitamos com ele, está presente na bíblia católica, assim como Atos 2.38, que diz: “Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo para que os seus pecados sejam perdoados, e vocês receberão de Deus o Espírito Santo.”
Por fim, o batismo é um símbolo de salvação – não um requisito para a vida eterna. Entretanto, como um ato de obediência, também não é opcional para os cristãos. O batismo indica nosso desejo de dizer à nossa igreja e ao mundo que estamos comprometidos com a pessoa de Jesus e seus ensinamentos. Também, o batismo não é suficiente para ser salvo. Para ser salvo, precisamos conhecer, crer, amar e obedecer a Deus.
Amém! Espero que este post tenha te edificado. E com relação à religião, digo sem preceito algum que RELIGIÃO É BALELA. NÃO IMPORTA A RELIGIÃO, IMPORTA O SEU CORAÇÃO DIANTE DE DEUS. VOCÊ O AMA? A BÍBLIA DIZ QUE QUEM O AMA, ACEITA E OBEDECE AOS SEUS MANDAMENTOS:
João 14:21
— A pessoa que aceita e obedece aos meus mandamentos prova que me ama. E a pessoa que me ama será amada pelo meu Pai, e eu também a amarei e lhe mostrarei quem sou.
João 14:23
Jesus respondeu: — A pessoa que me ama obedecerá à minha mensagem, e o meu Pai a amará. E o meu Pai e eu viremos viver com ela.
Sabem, religião me dá a ideia de algo ritualístico, do tipo: orar repetitivamente, orar somente de joelhos, ir à igreja todo domingo – muita das vezes para “bater cartão”, por aparição pública… e quero terminar esse post com as palavras de Jesus, e que creio que essa Palavra é demasiadamente importante, e que vai além de qualquer crença, atitude e práticas relacionadas com o culto a Deus ou com o sobrenatural: “Para Deus, o Pai, a religião pura e verdadeira é esta: ajudar os órfãos e as viúvas nas suas aflições e não se manchar com as coisas más deste mundo.” Tiago 1.27
Breno, lindas as suas palavras. Fiquei muito feliz em estar com vc em nosso Batismo, sei o quanto o André gosta de vc. Foi legal ler sobre o “Meu André” na escola ( mesmo com o término do namoro, ele será sempre presença em minha vida, o namoro acaba, o amor não tem fim. Um grande abraço, que Deus continue te abençoando , vc é uma grande pessoa. Pena que nosso contato tenha sido tão breve. Paz do senhor, um grande beijo da irmã Gilka.