Cheguei hoje de São Paulo, depois de estar uma semana na cidade. Nesse momento estou sentado num dos computadores da Biblioteca da minha universidade, a grande “culpada” por eu ter saído do interior de Minas e ter vindo parar na capital do meu Estado. Um dos meus sonhos era entrar numa universidade multicampi que levasse o desenvolvimento e o conhecimento às diversas regiões carentes de ensino superior em Minas Gerais. Minha concreção teve nome: Universidade do Estado de Minas Gerais, a nossa UEMG.

Uma vez lá dentro meu desejo era levar o prestígio e reconhecimento de Deus para o crescimento e consolidação da minha escola, a Escola de Design, importante campus da instituição.

Um professor disse: “Se hoje podemos falar de uma Universidade com mais de trinta cursos superiores, com diversos programas de pós-graduação latu-sensu, mestrados e doutorado, e de um rico projeto de extensão é porque tivemos, na origem, um protagonista de primeira ordem, que a concebeu à imagem de sua grandeza e altivez. Sejam vocês os protagonistas da UEMG nessa geração. Façam-se ser lembrados por algum viés.”

Deus sempre me falou: “Não se esconda. Não se renda. Apareça mesmo, brilhe mesmo. Você é a luz desse mundo, uma contra-cultura que eu plantei nessa Terra para CONTRARIAR o que chamam de cultura.” Mesmo com demais responsabilidades nesse tempo em Belo Horizonte, é na UEMG que minha figura se torna emblemática – intelectualmente e espiritualmente.

Era um estudante predestinado a lutar pelas causas da educação, da cultura e das desigualdades existentes entre as diversas regiões do Estado. Nesse anseio me integrei às atividades do DA (Diretório Acadêmico) da Escola de Design e fomos para diversos lugares representando nossa universidade (mais precisamente o campus Belo Horizonte, pois a UEMG está presente numas dez cidades mineiras), como Viçosa, no Congresso da União Estadual dos Estudantes (UEE) e Brasília, no Congresso da UNE. Interessante que na minha célula há umas semanas atrás, meu líder Matheus ao orar disse que não estávamos na universidade para se ter um diploma, pelo conhecimento apenas. Estávamos ali com um propósito, para fazer Jesus conhecido a quem nos relacionássemos; que fomos implantados ali para demonstrar Cristo e sua diferença nas nossas atitudes. E assim, se você ler o post sobre nossa ida à capital federal no Congresso da UNE lutar por interesses estudantis, vai ver que não perdi a oportunidade de exercer meu chamado e convoquei todo o grupo para darmos as mãos e iniciarmos um clamor pela nossa nação em frente ao Congresso Nacional. Foi uma das experiências mais marcantes da minha vida! Jamais vou me esquecer.

Meu objetivo era transformar a educação e, em especial, a educação superior, em poderosa arma para vencer a ignorância, a pobreza, e a cegueira espiritual. Até hoje, já no sexto período e com outros compromissos como a gravação do seriado na TV, sinto a necessidade de integrar-me às reuniões do DA que fiz parte nos primeiros anos de curso para manter aceso o meu ideal de ser um líder juvenil (fiquei muito feliz quando descobri através do portal Irmaos.com, que “Breno” significa “líder”, “aquele que lidera”) no caminho da consolidação da Universidade do Estado de Minas Gerais, para oferecer educação pública, gratuita e de qualidade, fazendo, desde quando entrei em fevereiro de 2009, a verdadeira universidade de todos os mineiros. É uma honra para mim participar da concretização deste sonho.

Frente à essas nostálgicas lembranças, só posso dizer, em nome de toda a comunidade de alunos, técnicos administrativos e professores que compõem a UEMG: muito obrigado Universidade do Estado de Minas Gerais, nossa eterna Escola.

Breno Custódio
www.brenocustodio.com